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sábado, 30 de abril de 2016

Um livro que está dando o que falar: CRÔNICAS DEPRECIATIVAS

Posted by at 18:28:00 Read our previous post


Nesse livro, feito em memória ao meu amigo, parceiro de farras e chato pessoal Guilherme Alvarenga, adaptei e organizei os textos mais visualizados do blog em uma linha temporal, de seu início até o último texto, para que todos possam conhecer o monstro que criamos. As crônicas são demasiadamente ácidas e até mesmo revoltantes, sem contar com a coragem de publicar algo em uma época em que tudo é visto como odioso. Mas sei que se Guilherme fosse vivo e estivesse entre nós, visando aumentar a raiva das pessoas, ele diria que a oportunidade seria essa. Por isso abram uma boa cerveja gelada ou um bom uísque e apreciem o nosso Frankenstein literário, cujas mesas de cirurgia ficavam localizadas nos bares da cidade.

Só para você ter uma ideia do que vai encontrar nessas páginas, leia essa crônica, que é a que abre o livro:


SOBRE A UNIVERSIDADE 
FEDERAL DE SERGIPE 


A UFS virou um laboratório bizarro bem ao melhor estilo Dr. Frankenstein, onde toda sorte de experimentos sociais dos mais diversos tipos são realizados, seguindo o inverso de qualquer lógica e segundo o raciocínio de que a universidade existe fundamentalmente para transformação social, e não para a produção e desenvolvimento intelectual. O ruim é bom e o bom é ruim, o justo é injusto e o injusto é justo, e assim por diante. O importante é em qual categoria você se encontra, qual classe pertence e qual utilidade eleitoreira terá para políticos dentro e fora da instituição. 

Qualquer pessoa em sã consciência sabe da falta de qualidade dos professores, dos alunos e da estrutura. A preocupação em realizar alguma espécie de revolução imaginária parece ocupar demais a agenda de reivindicações dos alunos. Claro: quem em sua sã consciência, ganhando seus milhares de reais para manter as pessoas no controle, admitiria falta de capacidade e lutaria para aumentar o rigor acadêmico? Somos os últimos dos últimos. Nossa faculdade mais conceituada está tão longe das melhores do planeta, que o nosso único contato com alguém que estuda nelas é sendo empregado da mesma, limpando o banheiro de algum ex-aluno. 

Para político, criminalidade é transferência de renda. Então além de limpar a merda dos outros com o seu diploma, o aluno da UFS agora tem mais essa função social: a de servir de fonte de renda para todo tipo de vilão das redondezas. Os estudantes são alvos constantes de assaltos e todo tipo de perigo. Qualquer pessoa pode entrar sem se identificar e pular as grades sem maiores dificuldades. Proibir a entrada de não estudantes? Imagina! Que crime! Imagina proibir os semi-analfabetos de lerem Dostoievsky. Isso seria negar cultura aos pobres alfabetizados funcionais que vivem nas favelas das redondezas. Colocar redes elétricas para proibir as constantes invasões? Jamais! Isso seria mais um exemplo da opressão burguesa contra as classes mais humildes. Colocar policiais nas entradas, saídas, e nos terminais seria evidência da opressão policial. Somos gazelas esperando que os predadores nos abatam. 

Guilherme Alvarenga [12/05/2011]


Clique no link abaixo e contemple o monstro que o falecido Guilherme e eu criamos entre 2011 e 2014.
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